sábado, 23 de abril de 2011

Óleos Láuricos de Coco, Babaçu, Palmiste e Macaúba






Muitas pessoas tem nos perguntado o porque de comercializarmos o óleo de coco palmiste e babaçu refinado e não o extra-virgem, pois se assim o fosse teria propriedades terapêuticas enquanto que o refinado não.

Para esclarecer esta e outras dúvidas, eis os esclarecimentos do fabricante, a Laszlo:

"O palmiste é um óleo obtido do caroço do dendê, que diferente do óleo obtido da prensagem do fruto, possui coloração transparente e se caracteriza por não ter cheiro. A vantagem deste produto é que ele possui uma textura muito similar aos óleos de babaçu, macaúba e côco, teores iguais de ácido láurico e não apresenta o cheiro que o babaçu, a macaúba e o côco eventualmente trazem quando extra-virgens, mesmo sendo refinado. O refino não destrói o ácido laurico, que é o princío ativo do óleo. Se fosse um óleo rico em vitaminas ou antioxidantes como o de semente de uvas, abacate, germe de trigo, oliva, etc, o refino seria problemático, pois arrancaria do óleo o princípio ativo. Vale ressaltar que é um refino que não usa soda cáustica e ácido sulfúrico como acontece com os óleos de cozinha normalmente encontrados nos supermercados.

Nosso óleo de palmiste pode ser empregado na culinária, não deixando cheiro ou gosto forte nos alimentos. Também é uma excelente alternativa em substituição ao óleo de babaçu, macaúba e ao óleo de coco da praia para uso na massagem e com finalidades terapêuticas. 

Na verdade, o palmiste, a macaúba e o babaçu são espécies de cocos da mesma família que o comum côco de praia do qual se toma a sua água. A vantagem existente no uso do palmiste, macaúba e do babaçu é o seu custo barato e mais acessível ao consumidor que o óleo de côco da praia, que pode chegar a custar três vezes o seu valor.  As propriedades são as mesmas, não fazendo muita diferença o uso de qualquer um dos três para as mesmas finalidades, sejam elas culinárias, terapêuticas ou cosméticas.

O grande destaque destes três óleos é a concentração elevada de ácido láurico. Este, é um componente importante do leite materno humano, para o fortalecimento imunológico do bebê. Pesquisas cientificas demonstram que o ácido láurico possui a capacidade de aumentar o sistema imunológico pela ativação da liberação de uma substância chamada interleucina 2 (Wallace, F A et al.), que faz a medula óssea fabricar mais células brancas de defesa (isso é muito bom para quem tem imunidade baixa). Além disso, o óleo destes três côcos age como antiinflamatório pela inibição da síntese local de prostaglandinas (PGE2) e interleucina 6 que são substâncias pró-inflamatórias presentes em quadros reumáticos, artrites e inflamações musculares. Outros estudos validaram também uma potencial atividade antiviral e anti-bacteriana desta substância (Issacs, C.E. et al. & Kabara J.J. et al.).


O uso do côco babaçu, macaúba, palmiste e côco da praia como veículos carreadores para massagem, ou em bases de cremes é uma excelente alternativa que apresenta as vantagens de:

1. Não rançar facilmente, mesmo em contato com água em bases de cremes e possuir alta durabilidade.

2. Penetrar com extrema rapidez pelos poros da pele, facilitando a entrada de óleos essenciais e outros bioativos.

3. Ao penetrar no corpo agir como imunomodulador, contribuído assim para o fortalecimento da imunidade e equilíbrio de quadros inflamatórios.

É importante destacar que o acido láurico faz o óleo endurecer em temperaturas inferiores a 23º graus, podendo assim em dias muito frios isso ocorrer com o óleo. Para fazer a gordura voltar ao estado líquido, basta deixar a embalagem do óleo no sol da manhã ou aquecer em banho maria, que a gordura volta ao seu estado natural liquido. Você também pode apertar a garrafa levemente até que a gordura saia e derreta com o calor de suas mãos.

Os óleos de cocos naturais são também uma excelente alternativa para uso na alimentação. Estudos científicos mais recentes demonstraram que os óleos destes três cocos não aumentam os níveis de colesterol como se pensava (Enig, M. & Hostmark et al & Kaunitz e Dayrit & Awad). As pesquisas antigas que mostravam o contrário haviam sido feitas com óleo de côco parcialmente hidrogenado. Nenhum de nossos óleos passa por processo de hidrogenação, que pode dar origem à formação de gordura trans, que aumenta os níveis de colesterol e favorece o surgimento de câncer. Além disso, os óleos de côco têm se tornado muito conhecidos internacionalmente em dietas de emagrecimento de baixa caloria, pois são o único tipo de gordura que ao ser metabolizada pelo corpo, não é estocada na forma de tecido adiposo (St-Onge, M.P. et al. & Van Wymelbeke, V., et al.). Podem ser usados na culinária em substituição aos tradicionais óleos empregados na cozinha.

 Tabela comparativa dos óleos de cocos e seus teores de ácido láurico.

Composição de Ácidos Graxos
Óleo de Palmiste
Óleo de Babaçu
Óleo de côco da praia
Ácido Caprílico (C 8:0)
2. 5
4.5
6.09
Ácido Cáprico (C 10:0)
4.2
6.0
5.8
Ácido Láurico (C 12:0)
(41- 52%) 47.7
 (41- 52%) 46.0
(41- 52%) 49.16
Ácido Mirístico (C 14:0)
16.2
16.50
19.42
Ácido Palmítico (C 16:0)
9.2
6.0
9.12
Ácido Esteárico (C 18:0)
2.1
3.0
3.3
Ácido Oleico (C 18:1)
15.4
12.50
5.87
Ácido Linoleico (C 18:2)
1.4
2.0
0.86
Ácido Araquidico (C 20:0)
0.3
0.1
0.1

Obs.: Estas porcentagens podem variar de acordo com a época do ano que o produto foi obtido e procedência. Contudo são variações pequenas que caracterizam teores de ácido láurico por exemplo, sempre bem parecidos. A méida de ácido láurico nos 3 óleos varia de 42 a 50%.

Quando o ácido láurico chega aos nossos intestinos ele é quebrado pela enzima lípase e se transforma em monolaurina. A monolaurina é absorvida pelos intestinos e vai ao sangue. O reconhecimento da atividade anti-microbiana da monolaurina tem sido registrada desde 1966. O trabalho embrionário pode ser creditado a Jon Kabara. Essa pesquisa anterior foi direcionada para os efeitos virucidais por causa dos possíveis problemas relacionados com a preservação de alimentos. Alguns dos antigos trabalhos de Hierholzer e Kabara (1982), que mostravam os efeitos virucidais da monolaurina sobre vírus envolvidos em RNA e DNA, foram elaborados em conjunto com o Centro de Controle de Doenças do Serviço Publico de Saúde Americano, com protótipos selecionados ou reconhecidos como envolvidos em membranas de lipídios de grande rigidez.

A monolaurina, cujo precursor é o ácido láurico, destrói a membrana de lipídios que envolve o vírus bem como torna inativas bactérias, leveduras e fungos.

Dos ácidos graxos saturados, o ácido láurico tem uma atividade antiviral maior do que os ácidos caprilico(C10) e miristico (C14). A ação atribuída a monolaurina é a de que ela solubiliza os lipídios contidos no envoltório do vírus, causando a destruição desse envoltório. 

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